A idéia inicial partiu da vontade de ambos fazerem obras coletivas. Daniel Melim, reconhecido internacionalmente por seus trabalhos em arte urbana com estêncil e Fábio A., que tem como característica em seu trabalho a colagem. Neste projeto cada um dos artistas desenvolveu obras inéditas, e depois trocaram os trabalhos para que o outro interferisse com suas técnicas. O resultado possibilitou uma nova prática artística para cada um deles, que desenvolveram um método de trabalho no qual as técnicas já utilizadas foram incorporadas às novas em ousadas experimentações. Durante alguns meses os artistas trocaram seus trabalhos e, através de intervenções e interferências, cada artista, a seu modo, interpretava, somava e criava algo novo, único e contundente para cada uma das obras. A feitura dos trabalhos possibilitou aos artistas extrapolar suas zonas de conforto, tanto nas técnicas e práticas artísticas empregadas, quanto nos questionamentos em relação à autoria das obras produzidas. Zona de confronto. O resultado desta colisão de dois mundos únicos e distintos foram 51 trabalhos em papel no formato A4, 2 telas e uma serigrafia, em que, de modo surpreendente, se revelam mais as afinidades do que as diferenças entre os artistas. Fica evidente uma visão de mundo incomum onde prevalece uma leitura crítica e afiada dos rumos da sociedade contemporânea. Flávio Grão (Arte Educador, Fanzineiro e Curador da Exposição Colisão)